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Apropriar-se dos conceitos teórico-práticos relacionados ao
planejamento pedagógico-financeiro.
Analisar o impacto do planejamento financeiro no projeto pedagógico;
Analisar o impacto do planejamento financeiro no projeto pedagógico;
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O
planejamento financeiro e o projeto político pedagógico da escola
devem seguir as mesmas diretrizes
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Mais
sobre Gestão Financeira
Administrar
os recursos financeiros de uma escola não é tarefa fácil. É
preciso avaliar muito bem onde aplicá-los de forma que tenham
reflexos na qualidade do ensino e na aprendizagem dos alunos. Para
isso, o planejamento de gastos deve estar em linha com o projeto
político pedagógico (PPP). As metas e os objetivos definidos nesse
documento indicarão como investir para garantir o funcionamento da
instituição em condições satisfatórias. O conceito pode parecer
óbvio, mas nem sempre é levado a sério. Mesmo com autonomia para
gerir os recursos, muitas vezes a equipe gestora se depara com o
dilema de onde aplicá-los. Para tanto, deve lembrar que as decisões
têm de ser tomadas em conjunto com a comunidade escolar.
As principais fontes de recursos de uma escola são o governo federal, que repassa verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e os governos estaduais e municipais, que, por meio das secretarias de Educação, coordenam programas que destinam verbas específicas para a merenda, a compra de materiais etc. Para fazer o dinheiro render, os gestores podem pensar em soluções alternativas e compartilhá-las com a comunidade (que ajudará a decidir
As principais fontes de recursos de uma escola são o governo federal, que repassa verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e os governos estaduais e municipais, que, por meio das secretarias de Educação, coordenam programas que destinam verbas específicas para a merenda, a compra de materiais etc. Para fazer o dinheiro render, os gestores podem pensar em soluções alternativas e compartilhá-las com a comunidade (que ajudará a decidir
1.
Releitura dos objetivos
Se
o PPP foi feito com base nos pontos em que a escola precisa melhorar,
certamente estarão listadas nele várias ações a desenvolver
durante o ano, bem como projetos institucionais e didáticos
elaborados pelos docentes. A leitura a ser realizada pela equipe
gestora tem a finalidade exclusiva de definir as prioridades. Quais
são as necessidades de aprendizagem dos alunos? Em que conteúdos e
disciplinas eles apresentam mais dificuldades? Em quais didáticas os
professores demandam mais formação? Que materiais precisam ser
assegurados para que os projetos se concretizem? Os espaços estão
adequados para que eles sejam realizados? Essas são as perguntas que
nortearão a escolha dos itens em que o dinheiro será investido.
Exemplo: os professores promoverão mais atividades de leitura porque
uma das metas é melhorar as capacidades leitora e escritora das
crianças. Para tanto, as turmas frequentarão mais a biblioteca, o
empréstimo de livros de leitura se intensificará e outras
atividades estão previstas para ser realizadas lá. Daí a
necessidade de pensar em reforma do espaço, ampliação ou
atualização do acervo.
2.
Apoio da comunidade
Tomar
decisões sozinho é sempre uma responsabilidade muito grande, ainda
mais com medidas que dizem respeito não só aos alunos, mas a toda a
comunidade. A prática de que alguém decide e todo mundo faz está
ultrapassada e não condiz com o conceito de autonomia da escola. Por
isso, o ideal é promover reuniões periódicas com representantes
dos diversos segmentos - alunos, professores, funcionários, pais e
responsáveis - durante o ano para que todos tenham informações
sobre as necessidades da instituição, ajudem a elencar as
prioridades e acompanhem a execução dos recursos. Ao participar dos
projetos, as pessoas se sentem comprometidas com os resultados e se
envolvem mais nas atividades.
3.
Gastos? Só os necessários
Um
passo importante é separar os projetos que a escola dá conta de
realizar sem investimentos daqueles que exigem recursos. Aumentar o
envolvimento dos pais no processo de aprendizagem dos filhos -
convidando-os a ir à escola para falar de suas profissões, por
exemplo, ou pedindo que os filhos os entrevistem e tragam informações
para compartilhar com os colegas - não requer gastos. Os projetos
que não necessitam de verba podem ser tocados imediatamente. Já os
que dependem de aporte financeiro precisam de um cronograma de
execução, estabelecendo ações e prazos para que se concretizem.
Se o PPP prevê o uso de tecnologia como uma ferramenta para a
aprendizagem do aluno, é essencial investir na montagem do
laboratório e na capacitação dos professores antes do início do
projeto - e na manutenção dos equipamentos durante todo o ano.
Vários educadores concordam que a aquisição constante de acervo
para a biblioteca é um gasto bem feito. "É indispensável
formar leitores críticos e conscientes", diz Ana Maria de
Albuquerque Moreira, doutoranda em Educação pela Universidade de
Brasília (UnB) e coautora do módulo VI do Programa de Capacitação
a Distância para Gestores Escolares (Progestão), que trata dos
recursos financeiros.
4.
Soluções alternativas
Muitas
vezes, é preciso reduzir os gastos para que eles caibam no orçamento
previsto. Ou, o que é mais sensato, pensar em soluções
alternativas que satisfaçam as necessidades prementes. "Em vez
de cursos de formação para os professores fora da escola, por
exemplo, por que não promover sessões de estudos na própria
instituição, organizados pela coordenação pedagógica com a
participação de um especialista convidado?", sugere Leunice
Martins de Oliveira, coordenadora do curso de pós-gradução em
Gestão Educacional da Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul (PUC-RS). "É uma alternativa mais barata e atende
melhor às demandas dos docentes." Mais uma opção? Pague o
curso para um membro da equipe com o compromisso de ele compartilhar
o que aprendeu com os colegas. Mais uma vez, as decisões não podem
ser arbitrárias e devem envolver os interessados. "É comum os
gestores reclamarem que os professores não dão atenção aos
eventos promovidos pela escola. Isso realmente pode acontecer se a
atividade for imposta, em vez de combinada coletivamente",
argumenta a pedagoga Maria Conceição Tassinari Stumpf, professora
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A realização
de parcerias é, ainda, outra alternativa que deve ser levada em
consideração. Entidades, clubes, empresas do bairro e até os pais
podem se tornar parceiros da escola, seja para ceder espaços
alternativos para aulas e encontros de formação, seja para doar
materiais pedagógicos e livros para a biblioteca (leia
depoimento de um diretor de Pernambuco).
5.
Demostração dos resultados
É
bom ter em mente que tão importante quanto planejar os gastos é
comprovar como eles foram utilizados. Para isso, além das exigências
legais - balanços financeiros e orçamentários, documentos fiscais
e relatórios -, é fundamental mostrar de que forma aquele recurso
impactou a aprendizagem do aluno. A aquisição de novos livros para
a biblioteca estimulou a turma à leitura e fez com que participassem
mais das aulas? O conserto do ventilador permitiu que as crianças se
concentrassem nas aulas, já que a sala ficou com o clima mais
agradável? Tudo o que traz consequências positivas para o ensino e
a aprendizagem deve ser registrado e apresentado, por meio de
painéis, cartazes ou reuniões, à comunidade escolar.
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